domingo, 10 de julho de 2011

Dança das almas


As luzes se apagaram
Era por volta da meia noite
Os sinos soaram

Gritos e uivos à harmonizar
O baile dos mortos começara
E todos postavam-se à dançar

Era a dança das almas
A morte estava no ar
Não havia saídas

O anfitrião dizia ‘Seja bem vindo’
Era a dança das almas
E eu falsamente me mantinha sorrindo

Rimas para anestesiar
Dizeres para eufemizar
Ossos à sacolejar

O homem de preto me tirou para dançar
Ele murmurava sobre a dor :
‘Os gritos são para anestesiar’

Era a dança das almas
A morte estava no ar
Não havia saídas

Então um demônio aproximou-se e me disse ‘Desista.’
E um anjo gritou ‘resista!’

Almas ao centro deslizavam
Repentinamente as portas se fecharam

Ninguém se queixara
Espere, disse-me o anfitrião
Quando estava indo embora

E então as brasas começaram
Todos então gritavam ‘Eu me arrependo’
Mas de dançar não paravam

Era a dança das almas
A morte estava no ar
Não havia saídas


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